Saúde Mato Grosso do Sul
MS adota estratégia para ampliar vacinação contra doença que pode causar meningite
Resolução da SES prevê intensificação da imunização de públicos prioritários e estabelece critérios para a inclusão de novos gruposA SES (Secretari...
19/10/2026 13h42
Por: Redação Fonte: Secom Mato Grosso do Sul

Resolução da SES prevê intensificação da imunização de públicos prioritários e estabelece critérios para a inclusão de novos grupos

A SES (Secretaria de Estado de Saúde) recomendou a ampliação excepcional e temporária do público-alvo para a vacinação com a meningocócica ACWY no Estado. A medida busca ampliar a proteção contra a doença meningocócica e reforçar as ações de imunização, de acordo com as orientações do PNI (Programa Nacional de Imunizações).

A resolução prevê a intensificação da busca ativa de crianças menores de cinco anos e adolescentes de 11 a 14 anos que não foram vacinados ou estão com o esquema vacinal incompleto. Também recomenda reforçar a divulgação e a oferta da vacina aos grupos com indicação de imunização na RIE (Rede de Imunobiológicos Especiais).

A estratégia contempla ainda a possibilidade de ampliação da vacinação para adolescentes de 15 a 17 anos e trabalhadores da saúde, conforme o atendimento dos grupos prioritários, a cobertura vacinal alcançada e a disponibilidade de doses nos municípios.

O gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes, destaca a importância de manter a vacinação em dia e de aproveitar a estratégia para ampliar a proteção dos públicos contemplados. “A orientação é que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças e dos adolescentes e procurem uma unidade de saúde para conferir se há doses pendentes. A ampliação será realizada por etapas, considerando o atendimento dos grupos prioritários e a disponibilidade de vacinas em cada município”, afirma.

Ampliação por etapas

Conforme a resolução, a vacina meningocócica ACWY poderá substituir a meningocócica C, nas doses previstas para crianças aos três e cinco meses de idade, correspondentes à primeira e à segunda dose do esquema vacinal, observadas as orientações técnicas vigentes do PNI.

Após o atendimento dos grupos prioritários e desde que haja cobertura vacinal satisfatória, a vacinação poderá ser ampliada para adolescentes de 15 a 17 anos, conforme a disponibilidade de doses.

A resolução também prevê a possibilidade de vacinação de trabalhadores da saúde caso persistam doses disponíveis após o atendimento dos grupos prioritários. Nesse caso, a prioridade será para profissionais que atuam em serviços de referência no atendimento de casos suspeitos de meningite.

A SES reforça a importância de verificar a situação vacinal e procurar os serviços de saúde para atualizar as doses indicadas para cada faixa etária, conforme o Calendário Nacional de Vacinação e as orientações das equipes de imunização.

Cenário epidemiológico

De acordo com os dados considerados na resolução, entre janeiro e 9 de setembro de 2026, Mato Grosso do Sul confirmou 20 casos de doença meningocócica. Desse total, 11 foram causados pelo sorogrupo B, com registro de um óbito; sete pelo sorogrupo C; e dois pelo sorogrupo W.

A doença meningocócica pode evoluir rapidamente e causar quadros graves, como meningite e meningococcemia, além de sequelas e óbito. Crianças menores de cinco anos estão entre os grupos mais vulneráveis, enquanto adolescentes e adultos jovens também merecem atenção, especialmente em situações de surtos.

A vacinação é uma das principais medidas de prevenção. A vacina meningocócica ACWY protege contra quatro sorogrupos da bactéria meningococo: A, C, W e Y. Como a proteção pode diminuir ao longo do tempo, é importante manter o esquema vacinal atualizado, conforme as recomendações de saúde.

Vacinação de rotina

No Calendário Nacional de Vacinação, a vacina meningocócica C é indicada para crianças aos três e cinco meses de idade, com reforço aos 12 meses utilizando a vacina meningocócica ACWY. Para adolescentes de 11 a 14 anos, a recomendação de rotina é uma dose da vacina ACWY.

A SES orienta pais e responsáveis a verificarem a caderneta de vacinação das crianças e adolescentes e procurarem uma unidade de saúde para conferir as doses pendentes. A aplicação no âmbito da estratégia temporária dependerá da disponibilidade de doses e das orientações operacionais estabelecidas pelos municípios.

As doses administradas deverão ser registradas nos sistemas oficiais de informação do Programa Nacional de Imunizações, conforme as regras previstas na resolução.

Kamilla Ratier, Comunicação SES
Foto: Bruno Rezende