
A deputada estadual Gleice Jane (PT) usou a tribuna na sessão desta quarta-feira (29) para alertar sobre os conflitos agrários ocorridos na Reserva Indígena Limão Verde, situada entre Amambai e Coronel Sapucaia. Ela questionou a atuação dos policiais militares ocorrida no fim de semana.
A Reserva Indígena Limão Verde, situada entre Amambai e Coronel Sapucaia (MS), é cenário de tensões agrárias e retomadas de terra pelos Guarani e Kaiowá. Com histórico de redução territorial (de 2 mil para 668 hectares), a região enfrenta confrontos recentes relacionados à ocupação da Fazenda Limoeiro.
A parlamentar questionou o secretário de Segurança Pública, José Carlos Videira, sobre: quais informações oficiais, de que forma ocorreu a atuação das forças de segurança durante o conflito ocorrido no fim de semana (25 e 26) e quais foram os protocolos operacionais.
A Reserva Limão Verde, uma das oito existentes no Mato Grosso do Sul, foi criada por meio de um Decreto Estadual, em 1928, a partir de uma solicitação do Serviço de Proteção ao Índio (SPI), com dois mil hectares. Houve a invasão da área reservada por fazendas e, hoje em dia, os Kaiowá e Guarani ocupam 668 hectares.
Cerca de 80 famílias de indígenas Guarani e Kaiowá, durante a noite de sábado (25) e madrugada de domingo (26), retomaram uma parte da Fazenda Limoeiro, área que é sobreposta ao tekoha Tapykora Korá e está no limite da Reserva Limão Verde, Terra indígena (TI) IguatemipeguáII, na região rural das cidades de Amambai e Coronel Sapucaia.
Em seu discurso a deputada questionou ainda a política de valorização dos servidores da Segurança Pública que atuam diretamente nestes conflitos. “Perguntado sobre o que foi feito pelos servidores da segurança, o governador Eduardo Riedel respondeu para o jornalista que era para estudar. Eu estudei e comprovei que não foi feito nada pelo servidor, apenas o reajuste de 3,81%”, destacou a parlamentar.
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