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Baixa procura pela vacina da gripe acende alerta com onda de frio

Com a chegada das primeiras frentes frias deste ano, autoridades de saúde acendem o alerta para o aumento de casos de doenças respiratórias em Camp...

12/05/2026 às 06h01
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Campo Grande - MS
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Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS

Com a chegada das primeiras frentes frias deste ano, autoridades de saúde acendem o alerta para o aumento de casos de doenças respiratórias em Campo Grande. Até o momento, já foram registradas 753 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 49 óbitos na Capital. Entre os casos confirmados de influenza, foram contabilizados 69 registros e 11 mortes.

A preocupação da Secretaria Municipal de Saúde é que os reflexos dessa primeira onda de frio sejam sentidos nos próximos dias, com aumento da procura por atendimento nas unidades de saúde, gerando diversos transtornos.

“O risco do inverno é esse: as frentes frias trazem à tona a circulação de vírus. O quadro clínico do paciente define a gravidade. Idosos e pessoas com comorbidades têm maior chance de evoluir para casos graves e até morte”, reforça a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo.

A Sesau alerta que todos os vírus preocupam, e entre as síndromes respiratórias, cada um tem o seu perfil de gravidade. O rinovírus é causador do resfriado comum, considerado o mais frequente e também pode levar a óbito em situações específicas. Por outro lado, a influenza provoca mais mortes entre adultos jovens, pessoas com comorbidades e idosos.

Já o vírus sincicial respiratório é mais perigoso para crianças menores de 2 anos. A Vigilância destaca que as temperaturas mais baixas tendem a elevar os casos de gripes, resfriados e também de quadros mais graves, especialmente entre idosos, gestantes, crianças e pessoas com comorbidades.

Vacina disponível

Apesar das estratégias da Sesau, o índice de vacinação contra influenza segue abaixo do esperado, registrando 30,7% de cobertura dos grupos prioritários. A vacina reduz complicações, risco de internação e óbito por influenza, mas depende da adesão desse público.

“A vacina contra influenza é fundamental. Precisamos que a população que faz parte do público prioritário faça a adesão, procure as unidades de saúde para se imunizar. A vacina tem justamente esse papel, de reduzir as complicações”, salienta Veruska Lahdo.

A ampliação da vacinação para outros grupos depende de determinação do Ministério da Saúde e do envio de doses pelo Programa Nacional de Imunizações. “Nosso interesse é ampliar o mais rápido possível, mas aguardamos orientações do Ministério para que isso ocorra na Capital”, completa.

A baixa adesão à vacinação contra a influenza agrava o cenário. Mesmo com as estratégias e campanhas já realizadas pela prefeitura, a cobertura vacinal segue abaixo do esperado entre os grupos prioritários e, por isso, as autoridades reforçam o alerta.

Enquanto isso, a orientação é manter os cuidados básicos, como higienização frequente das mãos, uso de máscaras em caso de sintomas gripais, evitar locais fechados com aglomeração e atenção aos sinais de agravamento, principalmente em pessoas mais vulneráveis.

Além disso, a Sesau enfatiza que, crianças, idosos, gestantes, puérperas e pessoas com comorbidades devem procurar a unidade de saúde mais próxima para se imunizar.

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