Terça, 19 de Maio de 2026
13°C 17°C
Campo Grande, MS

Para deputado Catan só CPI vai barrar desmandos do “Vorcaro do Pantanal” na Cassems

O deputado estadual João Henrique Catan (NOVO) subiu hoje à tribuna da Alems para anunciar que, contra o aumento abusivo de 1200% aplicado aos cônj...

19/05/2026 às 17h29
Por: Redação Fonte: Assembleia Legislativa - MS
Compartilhe:
Deputado convocou audiência pública contra aumento abusivo imposto pela gestão de Ayache
Deputado convocou audiência pública contra aumento abusivo imposto pela gestão de Ayache

O deputado estadual João Henrique Catan (NOVO) subiu hoje à tribuna da Alems para anunciar que, contra o aumento abusivo de 1200% aplicado aos cônjuges dos beneficiários e contra os contratos suspeitos da CASSEMS na gestão de Ricardo Ayache, está atuando em cinco importantes frentes, entre elas a instalação de uma CPI.

Em primeiro lugar, com uma representação no Ministério Público Estadual. Em segundo lugar, uma ação popular visando a eliminação desse aumento e a exclusão do teto de consignados ilegal. Em seguida, uma medida cautelar no Tribunal de Contas do Estado. A quarta ação é uma representação formal na ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) demonstrando que o aumento não seguiu o valor máximo aos planos de autogestão de 6,91%. E, por último, o pedido de abertura de CPI para investigar a origem do aumento dos repasses, investigar a situação financeira da CASSEMS e os aumentos recém anunciados, em especial a utilização dos repasses de milhões por mês que os órgãos públicos, patrocinadores têm feito à CASSEMScomo benefício aos servidores públicos de MS.“Esta CPI é mais do que necessária, por isso aguardamos a adesão dos demais deputados estaduais. É preciso abrir esta caixa preta do Vorcaro do Pantanal”.

Em sua fala, o deputado mostrou que a entidade, embora seja uma associação privada de autogestão, recebe centenas de milhões de reais em recursos públicos e, por isso, deve ser fiscalizada pelos órgãos de controle. “É muito esquisito você ter R$ 500, R$ 600, R$ 800 milhões de contribuição dos órgãos patrocinadores e dizer que os deputados não podem fazer nada. O Estado já aumentou os repasses à CASSEMS, houve doação de R$ 60 milhões e nós estamos falando de dinheiro público”, afirmou. O deputado também denunciou a atual diretoria de perder a legitimidade perante os beneficiários. “Se a gestão chegou nesse ponto, o que eles precisam é ir embora para casa e devolver o plano aos servidores”, disparou.

O parlamentar acionou a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), pedindo abertura urgente de procedimento fiscalizatório contra a entidade. Na representação enviada à agência federal, ele questiona a legalidade do aumento, pede a suspensão da cobrança de R$ 450 dos cônjuges e cobra acesso aos estudos atuariais e documentos internos que embasaram a medida. O documento ainda cita relatório de auditoria que apontou Capital Circulante Líquido negativo na CASSEMS e a adesão da entidade a um Termo de Assunção de Obrigações Econômico-Financeiras (TAOEF) junto à própria ANS. “O servidor não pode ser tratado como fonte inesgotável para cobrir possíveis erros de gestão”, afirmou o deputado.

Na ação popular, distribuída à Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, o parlamentar sustenta que a medida foi implementada sem transparência, sem demonstração atuarial pública e sem participação efetiva dos beneficiários, além de atingir diretamente a remuneração dos servidores públicos por meio da retirada do teto de desconto em folha. “O que fizeram foi impor uma pancada financeira em milhares de famílias sem qualquer debate transparente”, afirma o deputado.

A ação pede tutela de urgência para suspender imediatamente tanto o aumento da contribuição dos cônjuges quanto a supressão do teto de descontos consignados em folha salarial. Segundo o deputado, a medida ameaça expulsar milhares de famílias do plano de saúde e provocar migração em massa para o SUS.

De acordo com o processo, a ação também aponta possíveis violações aos princípios constitucionais da legalidade, moralidade administrativa, publicidade, proporcionalidade e boa-fé objetiva, além de questionar a ausência de auditoria independente e de validação técnica por órgãos de controle.

Entre os principais pontos levantados estão:

- aumento de quase 1.200% na cobrança dos cônjuges;

- retirada do teto de desconto em folha sem lei específica;

- ausência de estudo atuarial público;

- falta de assembleia ampla e participativa;

- suposta quebra de confiança institucional com os beneficiários;

- risco de exclusão de dependentes e interrupção de tratamentos;

- impacto direto sobre a verba alimentar dos servidores.

FISCALIZAÇÃO

A ação também sustenta que a CASSEMS, embora seja entidade de autogestão, recebe recursos públicos e opera dentro da estrutura estatal, estando sujeita ao controle do Poder Judiciário, do Tribunal de Contas e dos princípios da administração pública. No documento, João Henrique Catan relembra ainda recente entendimento do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul, que determinou fiscalização sobre os recursos públicos destinados à entidade, reconhecendo a necessidade de auditoria e prestação de contas sobre os valores recebidos do Estado.

Na semana passada, o deputado defendeu que qualquer alteração estrutural no custeio da entidade seja debatida em assembleia presencial ampla, com participação efetiva dos associados. “Quem paga a conta precisa ter direito de entender, questionar e participar das decisões. Democracia interna não pode ser mera formalidade”, concluiu.

João Henrique explica que esta ação popular é mais um capítulo de uma série de denúncias que vem fazendo contra a gestão da CASSEMS nos últimos anos. Na semana passada, ele já havia protocolado representação no Ministério Público questionando o reajuste e pedindo investigação sobre possíveis irregularidades administrativas.

Além disso, vem denunciando desde 2023supostas irregularidades envolvendo operações imobiliárias, alienação de patrimônio da entidade, contratos de locação, assembleias virtuais e falta de transparência na gestão da caixa de assistência dos servidores.

“O servidor paga mais, recebe menos, vê médicos deixando a rede, patrimônio sendo vendido e agora é surpreendido com um reajuste brutal. A CASSEMS pertence aos servidores, não a um grupo político ou administrativo”.

A ação popular também pede que a Justiça determine a apresentação de documentos internos da CASSEMS, incluindo pareceres jurídicos, estudos atuariais, atas de reuniões, relatórios financeiros e manifestações do conselho administrativo e fiscal que embasaram o aumento.

O mesmo ocorre com a representação No Tribunal de Contsas do Estado que tem por objeto a apuração dos graves indícios de irregularidades administrativas, financeiras, atuariais e de governança no âmbito da Cassems, consistentes na imposição de aumento extraordinário e desproporcional das contribuições cobradas dos servidores públicos estaduais, especialmente em relação aos dependentes cônjuges.

“Estamos levando esse caso a todos os órgãos de controle porque milhares de famílias estão assustadas e sem saber se conseguirão manter seus dependentes no plano”, afirmou.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Campo Grande, MS
16°
Tempo nublado

Mín. 13° Máx. 17°

16° Sensação
3.6km/h Vento
82% Umidade
99% (0.79mm) Chance de chuva
07h02 Nascer do sol
18h08 Pôr do sol
Qua 22° 13°
Qui 22° 13°
Sex 25° 15°
Sáb 24° 15°
Dom 27° 17°
Atualizado às 18h01
Economia
Dólar
R$ 5,05 +1,17%
Euro
R$ 5,86 +0,82%
Peso Argentino
R$ 0,00 +3,03%
Bitcoin
R$ 410,342,04 -0,32%
Ibovespa
174,278,86 pts -1.52%