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Debate aponta falta de pessoal no TRT-2 e possibilidade de nomear concursados

A falta de pessoal no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, de São Paulo, foi tema de debate na Comissão Mista de Orçamento (CMO) nesta terça...

18/08/2026 às 13h55
Por: Redação Fonte: Agência Senado
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O assunto foi tema da audiência pública promovida pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) - Foto: Saulo Cruz/Agência Senado
O assunto foi tema da audiência pública promovida pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) - Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

A falta de pessoal no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, de São Paulo, foi tema de debate na Comissão Mista de Orçamento (CMO) nesta terça (18). A deputada federal Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP) disse que há um déficit de 488 servidores e que, por isso, é preciso nomear concursados.

Luciene destacou que o tribunal, também chamado de TRT-2, responde por 19% dos processos trabalhistas do país e acumula quase 1 milhão de processos pendentes.

Segundo a comissão de aprovados no último concurso para esse tribunal, há cerca de 5,3 mil aprovados aguardando nomeação.

Ao defender a convocação imediata de concursados, a deputada afirmou que as nomeações estão previstas na Lei Orçamentária de 2026. Ela também ressaltou que a falta de pessoal compromete o acesso à Justiça, especialmente para populações vulneráveis.

— A convocação dos concursados é urgente. A efetividade do TRT-2 importa porque ele tutela direitos de natureza alimentar e enfrenta violações que incidem com mais intensidade sobre as populações mais vulneráveis. O déficit de pessoal compromete a capacidade de resposta à sociedade — salientou Luciene.

Adoecimento

Integrante da comissão de aprovados no último concurso do TRT-2, Fernanda Coimbra de Lima declarou que a falta de servidores nesse órgão aumenta a sobrecarga laboral e o número de adoecimentos, "justamente numa casa que deveria zelar pelo ambiente de trabalho".

— Isso resvala no cidadão, que é afetado com uma demora processual; na empresa, que vive numa incerteza constante; no advogado, que não sabe quando o processo vai findar e quando receberá seus honorários. Há uma gama de entes afetados. A Justiça do Trabalho não pode ser abandonada — protestou ela.

O debate também contou com a participação do deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL-SP); da representante do Sindicado dos Trabalhadores do Judiciário de São Paulo, Camila Gradim; e da coordenadora-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal, Luciana Carneiro.

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