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Café da manhã no campo vira ponto de acolhimento e renda na zona rural de Campo Grande

O empreendimento completa um ano de funcionamento com a proposta de desacelerar e proporcionar momentos de acolhimento

16/01/2026 às 20h02
Por: Ana Palma Fonte: Senar/MS
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Café da manhã no campo vira ponto de acolhimento e renda na zona rural de Campo Grande

O que começou como uma decisão pessoal em busca de equilíbrio emocional acabou se transformando em um negócio de agroturismo na zona rural de Campo Grande. À frente do No Refúgio, a empreendedora Marcia Nantes encontrou no campo não apenas um lugar para recomeçar, mas também uma forma de gerar renda e receber pessoas interessadas em vivências simples, ligadas à natureza e à rotina rural.

Criado com apoio da Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Agroturismo do Senar/MS, o espaço passou a receber visitantes aos domingos, oferecendo café da manhã típico de fazenda e atividades ao ar livre. O empreendimento completa um ano de funcionamento com a proposta de desacelerar e proporcionar momentos de acolhimento.

Nascida e criada na cidade, Marcia sempre manteve uma ligação afetiva com o meio rural por meio das visitas à propriedade da família. Em 2022, no entanto, o ritmo urbano começou a impactar diretamente sua saúde emocional, o que motivou a mudança definitiva para o campo. Ao lado do marido, ela encontrou uma área rural desativada e sem estrutura, mas que trouxe uma sensação imediata de pertencimento.

Com o tempo, a construção da casa e a adaptação à nova rotina deram espaço à ideia de abrir a propriedade para visitantes. O projeto ganhou forma com o envolvimento da família, incluindo tia, tio e prima, que ajudaram a estruturar a proposta. A culinária típica da fazenda, inspirada nos saberes da tia Marina, tornou-se um dos principais atrativos do No Refúgio.

A orientação técnica do Senar/MS foi decisiva para transformar a iniciativa em um negócio viável. As visitas mensais da ATeG auxiliaram no planejamento, na organização do atendimento e na gestão da atividade turística. Segundo Marcia, o acompanhamento trouxe segurança para iniciar as atividades, mesmo sem uma estrutura completa.

Atualmente, o No Refúgio recebe até 50 pessoas aos domingos pela manhã. O cardápio inclui pães e bolos caseiros, pamonha, frutas da estação, café passado na hora, pão de queijo, arroz carreteiro com ovo, no tradicional quebra-torto, e a chipa frita, considerada o carro-chefe da casa. A experiência é complementada por uma trilha leve em meio à mata nativa e às margens do córrego Ceroula.

Mesmo com planos de ampliação, a empreendedora reforça que a essência do projeto permanece a mesma: oferecer um espaço de pausa, bem-estar e reconexão com a natureza, inspirado na transformação pessoal que deu origem ao No Refúgio.

O No Refúgio está localizado na BR-060, entre os quilômetros 337 e 338, na zona rural de Campo Grande. As visitas ocorrem mediante reserva, que pode ser feita pelo WhatsApp (67) 99100-6511 ou pelo Instagram @no_refugio.

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